quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brasil terá novo reator nuclear .


Brasil terá novo reator nuclear com custo de R$ 850 mi
Projeto pretende tornar o País autossuficiente na produção de isótopos usados no diagnóstico e no tratamento de doenças como o câncer.


O governo dará fôlego ao programa nuclear brasileiro com a construção de um novo reator a custo estimado de R$ 850 milhões. A primeira parcela do dinheiro sairá de um fundo vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, anunciou o ministro Sérgio Rezende. A decisão ocorre no momento em que o mundo discute a revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara visita ao Irã. Este é o desfecho de um lobby que durou meses.

O projeto do reator, antecipado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” em novembro do ano passado, pretende tornar o País autossuficiente na produção de isótopos radioativos usados no diagnóstico e no tratamento de doenças como o câncer. O fornecimento por meio de importação chegou a ser interrompido no ano passado. É considerado inseguro e caro, segundo alegaram pesquisadores da área em carta a Lula.

Mas, como diz o nome do reator - multipropósito -, ele tem outros objetivos além daqueles ligados à medicina nuclear. O reator fortalece o projeto de produzir urânio enriquecido em escala industrial a partir de 2014. "O reator multipropósito tem um papel muito importante para o programa nuclear", destaca Rezende.

O novo reator será construído em Iperó, a 130 quilômetros da capital paulista, na mesma área onde a Marinha desenvolve o projeto do submarino nuclear e fabrica ultracentrífugas destinadas ao enriqueci mento do urânio. Esse reator será bem mais potente do que os outros quatro de pesquisa existentes no País. O maior deles foi inaugurado ainda nos anos 50. O mais recente tem mais de 20 anos.
http://www.istoe.com.br/reportagens

Adaptação no Brasil.

Adaptação no Brasil

O Brasil, como a maioria dos países em desenvolvimento, já sofre e seguirá sofrendo com os impactos da alteração climática. Para se ter uma idéia, entre outras questões, as regiões de produção agrícola terão que se adaptar a novas culturas, enquanto os estados de zonas costeiras deverão se preocupar com a elevação do nível do mar. “No Rio de Janeiro, por exemplo, um aumento do nível do mar pode significar a realocação de 500 mil pessoas. Mas isso não vem sendo pensado no Brasil”, afirma Carlos Nobre.

Além disso, o Nordeste necessita de atenção especial, por indiscutivelmente ser a região mais vulnerável do país. Entre as razões para tal condição, estão características socioeconômicas e ambientais, escassez de água, agricultura precária e alta concentração de pessoas na região do Semi-Árido.

Apesar dos riscos evidentes para o futuro, pouco vem sendo feito para que o país possa lidar com o problema de forma concreta. A adaptação envolve gastos com planejamento e infra-estrutura e, para isso, é necessária a criação de bases para o estabelecimento de políticas públicas. Contudo, tanto o levantamento das vulnerabilidades brasileiras quanto as ações de adaptação previstas nas políticas públicas voltadas para as mudanças climáticas ainda são tímidos e inconsistentes.

O Plano Nacional de Mudanças Climáticas possui apenas um artigo sobre as possibilidades de adaptação do país. Entretanto, de acordo com o documento, “não há ainda cenários climáticos confiáveis no Brasil capazes de direcionar o processo de adaptação”.

Nem mesmo a versão preliminar da Política Nacional de Mudanças Climáticas, em discussão no Congresso Nacional, prevê ações para a implantação de medidas de adaptação no país. Os próprios elaboradores do projeto defendem a definição mais específica de soluções para a adaptação, como, por exemplo, o fortalecimento da estrutura da defesa civil brasileira para lidar com eventos climáticos extremos.


Ausência de mapaementos

Seguindo a linha de raciocínio expressa no Plano Nacional, Márcio Santilli, do ISA, acredita que a produção de conhecimento sobre as vulnerabilidades do país caminha lado a lado com a implementação de políticas. Ou seja, a estruturação de políticas públicas efetivas de adaptação às mudanças climáticas só acontecerá quando forem elaborados mapeamentos dos pontos críticos brasileiros.

O clima na imprensa
Apenas 1,7% dos textos sobre mudanças climáticas publicados por 50 jornais brasileiros, no período 2005-2007, abordam investimentos em ciência e tecnologia como políticas públicas centrais para o enfrentamento das questões advindas do fenômeno.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.
O pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais, Alisson Barbieiri, coordenador do estudo Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050, que diagnosticou as vulnerabilidades nordestinas, exemplifica: “Acho intrigante não haver mapeamentos ou elaborações de programas regionais incorporando a dimensão climática. No atual cenário de aumento de temperatura, como será o Rio São Francisco daqui a 40 anos? Obviamente o aumento de temperatura significa diminuição da vazão do rio – ou seja, da sua oferta de água. Então onde estão os planejamentos de captação de recursos para projetos hídricos voltados para a agricultura e para a distribuição urbana?”, questiona.

* Leia mais sobre as adaptações na agricultura.

* Conheça as vulnerabilidades nordestinas


Um fundo para o Nordeste

Diante da extrema vulnerabilidade da região nordestina, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou em dezembro de 2008, durante a COP 14, em Poznan, na Polônia, a criação de um Fundo de Combate à Desertificação no Semi-Árido para o Nordeste. A iniciativa teria por objetivo captar recursos para ações de adaptação da população, da economia e do meio ambiente frente aos impactos climáticos. Até o momento, nenhum aporte financeiro foi destinado ao fundo.

Nos dias 12 e 13 de março, pesquisadores, técnicos e especialistas se reuniram em Recife, Pernambuco, para debater a integração de estratégias e a criação de diretrizes públicas voltadas para a temática do clima e desertificação. O ministro disse que os trabalhos elaborados a partir do encontro, com base nas análises disponíveis sobre mudanças climáticas e suas conseqüências para a Região Nordeste, serão prioritários nas ações que o ministério pretende implementar no Fundo.

* Saiba mais sobre o encontro

Carlos Nobre aposta na iniciativa como um esforço fundamental para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no Brasil. “Não somos um país pobre. Ainda que nossa economia seja mal distribuída, não é a de uma nação limitada. Então não devemos ficar mendigando fundos de adaptação. Temos condições de buscar nossas próprias soluções para o problema. É preciso determinar quais são as nossas vulnerabilidades e avançar”, diz.

http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/128

MUDANÇAS CLIMÁTICAS.

O desafio da adaptação

As mudanças climáticas já são realidade para diversas populações. Por isso, iniciativas de adaptação às alterações do clima são necessárias e urgentes nessas regiões. Porém, o que ocorre atualmente é que as nações que sofrem e/ou sofrerão impactos menos intensos já estão se preparando, enquanto aquelas mais vulneráveis não conseguem implementar estratégias para se adaptarem aos fenômenos climáticos.
Portanto, é urgente o apoio financeiro de países desenvolvidos às populações mais pobres e que vivem em áreas de risco.

A ONU calcula que seria necessário um investimento imediato de valores que varia entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões por ano. Já um estudo publicado pelo Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento (IIED, sigla do inglês) e pelo Instituto de Mudanças Climáticas do Imperial College de Londres agosto de 2009 estima que os custos reais para adaptação podem ser de duas a três vezes maiores do que as estimativas da ONU. Em setembro, o Banco Mundial divulgou que os gastos dos países desenvolvidos no auxílio à adaptação das nações em desenvolvimento devem ser entre US$ 100 bilhões anuais até 2050, ressaltando que o investimento geraria economia no futuro.

No cenário nacional, a região Nordeste é tida como a mais vulnerável devido aos seus problemas socioeconômicos e ambientais típicos do Semi-Árido.Outro grave gargalo brasileiro é a necessidade da criação de bases para o estabelecimento de políticas públicas para essa agenda. Faltam recursos para fazer planejamento e estabelecimento de infra-estrutura.

Outra deficiência reside na falta de estudos, pesquisas e mapeamento sobre as vulnerabilidades do país. As ações de adaptação previstas nas políticas públicas voltadas para as mudanças climáticas ainda são tímidos e inconsistentes. Um exemplo disso é que o Plano Nacional de Mudanças Climáticas possui apenas um artigo sobre as possibilidades de adaptação no Brasil.

http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/128

sábado, 1 de maio de 2010

São Paulo vai implantar mercado de créditos de emissão de poluentes atmosféricos.

Na última quinta-feira, 29, foi assinado um termo de cooperação técnica em São Paulo para implementação do mercado de créditos de emissão de poluentes atmosféricos.

A cooperação envolve a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Cetesb, a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, BM&F Bovespa, a Federação das Indústrias de São Paulo, Fiesp, e a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, Investe São Paulo.

O mecanismo será semelhante ao mercado de créditos de carbono. Os créditos de poluentes foram criados por meio de um decreto estadual em dezembro de 2007, com o objetivo de reduzir a desconformidade da qualidade do ar em diferentes regiões do estado. Os créditos são obtidos por meio de ações para reduzir a emissão de poluentes.

O mesmo decreto determinou que as indústrias que queiram se implantar no estado em áreas saturadas devem compensar suas emissões. No processo de licenciamento devem ser obtidos créditos de emissão de poluentes que correspondam à quantidade de poluentes atmosféricos gerados.

DESASTRE AMBIENTAL.


DESASTRE AMBIENTAL

Mancha negra no golfo do México
Governo americano acredita que vazamento de óleo, depois da explosão de uma plataforma, pode ser o pior já visto no paísO governo dos EUA passou a considerar o vazamento de óleo no golfo do México como um desastre de “importância nacional”, o que permitirá ao país alocar mais recursos para solucionar o problema.

Autoridades federais acreditam que a contaminação pode atingir o litoral do Estado de Louisiana a partir desta noite, o que colocaria em risco os animais da região e também a indústria de pesca local, que fatura US$ 2,4 bilhões por ano. O governador de Louisiana, Bobby Jindal, declarou estado de emergência.

O desastre começou pouco depois da explosão, em 21 de abril, da plataforma Deepwater Horizon, de propriedade da Transocean, mas que operava para a Companhia Britânica de Petróleo (BP) – que será considerada a responsável legal pelo vazamento e pela limpeza do óleo, segundo a Casa Branca.

Quatro submarinos tentam conter o vazamento diretamente no poço de petróleo, situado a 1,5 quilômetro de profundidade. As equipes até o momento não conseguiram ativar um sistema de válvulas que deveria ter impedido o vazamento no momento do acidente.

Segundo a Guarda Costeira norte-americana, caso o poço não seja isolado, o vazamento pode ser o pior já registrado na história dos EUA, equiparando-se ao ocorrido em 1969 na Califórnia e ao registrado em 1989, no Alasca. Os dados mais recentes indicam que aproximadamente 1,5 milhão de galões de petróleo já foram despejados no golfo do México, cerca de 5 mil barris por dia.

A mancha formada pelo vazamento possui diâmetro de aproximadamente 965 quilômetros. As equipes de limpeza tentaram queimar o óleo em uma das regiões com maior concentração do produto na quarta-feira, mas a ação foi suspensa por causa dos ventos fortes que atingem a região

Vazamento se alastra pela costa dos EUA.





Vazamento se alastra pela costa dos EUA
Mancha de petróleo chega à Louisiana, e Flórida e Alabama também decretam estado de emergência
Em meio ao temor de que o país esteja enfrentando a pior catástrofe ambiental de sua história, o governo dos Estados Unidos, a Guarda Costeira e a empresa British Petroleum (BP) lançaram uma operação de guerra para conter o vazamento de petróleo que se espalha pelo Golfo do México e pode atingir quatro Estados americanos.

A imensa mancha negra chegou ontem à costa da Louisiana. Também na rota do desastre, Flórida e Alabama declararam estado de emergência. Assim, receberão ajuda do governo federal.

Um dia antes, o governador da Louisiana, Bobby Jindal, já havia declarado estado de emergência e pedido verbas ao Departamento de Defesa para mobilizar até 6 mil soldados da Guarda Nacional, que ajudarão no eventual trabalho de limpeza. O poço que originou o problema, que ficava sob uma plataforma que explodiu e pegou fogo na semana passada, estaria liberando pelo menos 5 mil barris de petróleo bruto por dia. Alguns especialistas estimam, porém, que, na realidade, seriam cinco vezes mais - 25 mil barris ou quase 800 mil litros.

— As primeiras áreas impactadas por essa mancha de óleo são regiões costeiras críticas e frágeis — afirmou ontem Jindal.

O vazamento pode afetar a pesca, a preservação ambiental e o turismo na Louisiana, no Mississippi, no Alabama e na Flórida. A costa da Louisiana é um santuário de fauna, particularmente de aves marinhas, e a da Flórida abriga uma enorme indústria pesqueira e turística. Segundo especialistas, o atual incidente pode rivalizar com o histórico vazamento de 1969 ocorrido em Santa Barbara, na Califórnia, e com o naufágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989, no Alasca. Funcionários do Departamento do Interior disseram que pode levar 90 dias para conter o vazamento. Nesse cenário, seriam 2,25 milhões de barris jogados ao mar. Suspensas novas licenças para exploração de petróleo.

A marinha americana está fornecendo à Guarda Costeira botes infláveis e equipamentos específicos para tentar conter a mancha de petróleo. A British Petroleum e a Guarda Costeira montaram o que classificaram como a maior operação contra vazamentos petrolíferos na história, envolvendo dezenas de embarcações e aeronaves. A empresa britânica admitiu, porém, que tem dificuldades em conter a origem do vazamento, já que a boca do poço está mais de 1,5 mil metros abaixo da superfície do mar. A BP pediu ao Pentágono que utilize veículos robôs para tentar tapar o poço.

As autoridades americanas decidiram, inclusive, colocar os presos da Louisiana trabalhando para evitar a catástrofe ambiental. Eles serão treinados pelo Departamento de Vida Silvestre e Indústria Pesqueira para limpar o petróleo derramado.

O desastre fez o presidente Barack Obama suspender ontem todas as novas licenças para a exploração de petróleo no mar. Ele pediu ao secretário do Interior, Ken Salazar, que liste em 30 dias as tecnologias que possam ser usadas para evitar novos acidentes do tipo. A suspensão das licenças não deve ter efeito imediato, já que não há pedidos pendentes para os próximos meses.

ZERO HORA