sábado, 11 de dezembro de 2010

Dê uma segunda vida às embalagens vazias da sua casa.

Dê uma segunda vida às embalagens vazias da sua casa

Livia Aguiar 8 de dezembro de 2010





Ao invés de sair e comprar uma caixinha para guardar seus óculos escuros novos, por que não reaproveitar uma garrafa vazia de lustra-móveis?

Com a ajuda de um zíper e alguma habilidade manual, você pode transformar embalagens de amaciante em maletas de ferramentas, garrafinhas de multiuso em estojos, tubos de pasta de dentes em porta-moedas…

Além de reaproveitar embalagens plásticas que iriam para o lixo, elas viram contêineres simpáticos e originais para uma diversidade de coisas que ficam soltas pela casa. Quem quiser pirar na proposta pode costurar duas metades de diferentes embalagens, comprar zíperes coloridos, grafitar as garrafas… enfim, a imaginação é o limite.

A ideia é do portal de design espanhol Cuarto de Derecha. Eles recomendam que se faça os furos na embalagem antes com uma agulha quente e depois só passe a linha por dentro deles para costurar o zíper. E vale lembrar: não use embalagens proibidas pelo fabricante de serem reutilizadas (mas a gente sabe que você não compra esse tipo de produto, né? Rs).

(imagem: cuarto derecha/blog)

Clima

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Conferência do clima termina com acordo modesto

COP-16 decide adiar de decisão de prorrogar o Protocolo de Kyoto. Apenas a Bolívia não concordou
Os 194 países que participam da 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-16) adotaram neste sábado um acordo que adia a decisão sobre um segundo período de vigência do Protocolo de Kyoto e aumenta a ambição dos cortes de emissões de gases causadores do efeito estufa. Somente a Bolívia não concordou.

"Este é o resultado que nossas sociedades estão esperando. Tomo nota de sua posição (da Bolívia), que fica refletida na ata desta reunião", disse a presidente da conferência, a chanceler mexicana Patricia Espinosa, que recebeu aplausos das delegações reunidas em Cancún, no México.

Foram aprovados os dois textos de compromisso apresentados por Espinosa, um baseado na prorrogação do Protocolo de Kyoto e o outro sobre a necessidade de uma cooperação de longo prazo (LCA, na sigla em inglês).

O acordo assinado na cidade japonesa de Kyoto em 1997 estabeleceu os objetivos obrigatórios de redução de emissões a 40 países desenvolvidos - entre eles, Japão, membros da União Europeia (UE), Austrália, Canadá e Rússia. Estão fora dessa lista os Estados Unidos, que nunca ratificaram o acordo, e China e Brasil, por serem economias emergentes.

O acordo obtido em Cancún, no México, abre caminho para criação de um Fundo Verde Climático (GCF, na sigla em inglês) dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que contará com um conselho de 24 países. O documento também reconhece a necessidade de "mobilizar 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para atender às necessidades dos países em desenvolvimento".

Em relação à transparência, o texto de compromisso determina que as ações de redução das emissões com apoio internacional sejam submetidas a medição, reportagem e verificação (MRV), de acordo com pautas estabelecidas pela Convenção. O documento aprovado permite o início de um sistema de Consultas e Análise Internacional (ICA, na sigla em inglês) "de maneira não intrusiva nem punitiva e respeitosa à soberania nacional", que serão realizadas por especialistas.

O acordo também adiou a decisão sobre se haverá ou não uma segunda fase do Protocolo de Kyoto e pede aos países para aumentar seu "nível de ambição" no que diz respeito aos cortes das emissões de gases poluentes. Os compromissos da primeira fase do Protocolo envolviam a redução de 11%-16% das emissões relativas aos níveis de 1990 para o período 2008-2012, enquanto agora se propõe que eles subam a uma porcentagem de 25%-40% em 2020.

Bolívia - A adoção desse texto de compromisso, respaldado por 193 países - exceto pela Bolívia -, levou a uma série de discursos de debate. Para a Bolívia esse compromisso é "um atentado contra as regras da Convenção e da ONU", afirmou o chefe da delegação boliviana e embaixador nas Nações Unidas, Pablo Solón, que discursou ao plenário da organização para expressar sua inconformidade.

Solón afirmou que a Bolívia "vai recorrer a todas as instâncias internacionais" para contestar o documento final da cúpula, inclusive na Corte Internacional de Justiça de Haia. Ele pediu a Espinosa que revertesse sua decisão.

A chanceler mexicana assinalou a Solón que "a regra de consenso não significa unanimidade"."Minha obrigação que cumpri foi ouvir a todos e cada uma das partes, inclusive os irmãos bolivianos, mas não posso ignorar a visão, as solicitações de 193 países que fazem parte. Portanto, a decisão tomada pela conferência é um passo para o bem coletivo", destacou Espinosa.

(Com Agência EFE)

Agricultores dos EUA usam arsenal orgânico para combater pragas.

08/12/2010 - 09h05
Agricultores dos EUA usam arsenal orgânico para combater pragas

JIM ROBBINS
DO "THE NEW YORK TIMES"

Diretor de uma fazenda de estudantes na Universidade da Califórnia (EUA), Mark Van Horn, parece quase perdido ao caminhar por uma onda amarela de girassóis selvagens à beira de um campo de tomate e milho.

Eles não estão lá por sua beleza ou como um plantio para venda. Eles são, na verdade, uma importante estratégia de controle de pragas nesta fazenda orgânica.

Pesquisas locais sobre os girassóis selvagens, segundo Mark, mostram que eles são o lar de joaninhas e vespas parasitas, insetos bons que matam insetos ruins.

"O girassol nos ajuda a proporcionar casa e comida a insetos benéficos, mantendo-os ativos durante o ano todo'', diz Mark. "E os girassóis nativos são muito melhores para isso do que os domésticos. Existe uma biodiversidade de insetos muito maior nos girassóis selvagens."




Girassóis plantados à beira de campo de tomate e milho, nos EUA, fazem controle de pragas em fazenda orgânica

Enquanto o agricultor convencional possui uma gama de armas químicas para combater a invasão de ervas daninhas e pragas, o agricultor orgânico tem um caminho mais duro.

Simplesmente não existem sprays orgânicos contra insetos que se comparem ao poder dos químicos sintéticos, e quase nada em desenvolvimento quanto a herbicidas orgânicos.

Em vez disso, há um entendimento cada vez maior, entre agricultores orgânicos, sobre maneiras de atrelar sistemas naturais como parte do que é chamado de gerenciamento integrado de pragas.

E há um pequeno brotar de novas pesquisas sobre técnicas de cultivo orgânico como resultado da lei de agricultura de 2008 nos EUA, que financia uma série de programas agrícolas num total de US$ 307 bilhões.

Durante anos, essas pesquisas foram financiadas com US$ 3 milhões ao ano, e embora os novos fundos ainda sejam minúsculos se comparados às pesquisas da agricultura
convencional, hoje são US$ 20 milhões anuais pelos próximos anos, podendo aumentar ainda mais. Em vez de cinco a sete bolsas de pesquisa por ano, agora são duas dúzias.

"Você não é mais considerado idiota por fazer este tipo de pesquisa, como ocorria na década de 1980'', diz Fred Kirschenmann, agricultor orgânico e membro distinto do Centro Leopold de Agricultura Sustentável em Iowa.

AGRICULTURA CONVENCIONAL

A pesquisa sobre ecossistemas de agricultura orgânica nos últimos anos obteve algumas descobertas importantes, e refinou as técnicas usadas pelos produtores orgânicos.

Um artigo publicado este ano na revista "Nature" confirma o que os agricultores orgânicos suspeitavam há algum tempo, de que a agricultura convencional pode agravar o problema das pragas.

David Crowder, entomologista da Universidade Estadual de Washington e um autor do artigo, diz que se existem mais variedades de plantas ao redor do campo, e nenhum pesticida de amplo espectro, como ocorre na produção orgânica, isso promove o equilíbrio entre espécies de insetos, em vez de permitir que uma espécie
domine a cena.

"Existem mais inimigos naturais e eles fazem um trabalho muito melhor em controlar pragas em campos orgânicos'', afirma Crowder.

Inimigos naturais são essenciais à abordagem orgânica. Eric Brennan é o único pesquisador orgânico em tempo integral do Departamento de Agricultura dos EUA, e ele trabalha em Salinas Valley, uma espécie de cinturão verde da América, de onde 80% do país recebe as folhas verdes de suas saladas.

Uma das pragas mais difíceis é o afídeo da alface. O tratamento preferido para a alface orgânica comercial é plantar uma flor ornamental, chamada alyssum, em meio à alface, tomando cerca de 5% a 10% do total da plantação. Moscas-de-flores vivem na alyssum, e precisam de uma fonte de afídeos para alimentar seus filhotes --e assim colocam seus ovos na alface. Quando nascem, as larvas começam a atacar os afídeos.

"Se você fosse um afídeo num pé de alface, uma larva de mosca-de-flor seria um pesadelo'', explicou Brennan. "Elas são vorazes comedoras de afídeos. Uma larva por planta consegue controlar os afídeos''. Brennan está estudando a configuração mais eficiente para a plantação dos campos de alfaces e alyssum.

Alguns produtores de morangos orgânicos usam "safras-armadilhas" para atrair insetos para fora de seu plantio comercial. Insetos do gênero lygus causam a
deformação dos frutos. Mas eles gostam mais de alfafa do que de morangos, então alguns produtores plantam uma fileira de alfafa para cada 50 fileiras de morangos.

Conforme esses insetos se acumulam na alfafa, um grande aspirador de pó montado em um trator passa e puxa todos eles. Outros produtores simplesmente aspiram os insetos diretamente dos morangueiros.

Aumentar a vegetação nativa em campos de plantio pelo bem da biodiversidade não é algo livre de controvérsias. Após uma epidemia de E. coli em plantações de espinafre em 2006, alguns compradores de safras disseram aos agricultores que não comprariam de produtores cujos campos não estivessem limpos, pois as plantas poderiam abrigar roedores ou outros animais trazendo a doença.

Apesar de uma falta de evidências científicas, segundo Brennan, alguns produtores desmataram a vegetação.

PREDADORES

Rachel Long estudou morcegos e seu papel no gerenciamento de pragas no vale central da Califórnia por 15 anos. Produtores de peras, nozes e maçãs estavam combatendo uma espécie de mariposa. Estudando o DNA em partes não digeridas de fezes de morcego, ela descobriu que eles se alimentavam das mariposas e de outros insetos --o equivalente ao seu peso-- todas as noites.

A fase seguinte, que levou oito anos, foi descobrir como atrair morcegos a casas de morcegos. "Os filhotes nascem sem pelos", diz Long. "Então precisamos colocá-los onde eles recebam o sol matutino, ficando quentes de manhã, e sombra à tarde, de forma que não fique quente demais'.'

"Há uma enorme demanda por morcegos no mundo agrícola", explicou ela. "Eles comem toneladas de insetos. Eles também comem besouros de pepino e percevejos, que atacam tomates."

Uma casa de morcegos precisa ser presa a uma estrutura como um celeiro ou uma ponte, segundo ela, e não montada sobre um poste. Falcões ficam esperando que os jovens morcegos saiam de uma casa, e se ela não for protegida, Long diz que os filhotes são capturados um a um.

Pesquisadores orgânicos também estão estudando o papel da fertilidade do solo no controle de pragas. Alguns estudos mostram que solos ricos em nutrientes podem aprimorar o sistema imunológico das plantas, e elevar sua resistência natural a insetos e pragas --ou proporcionar um lar para inimigos naturais. O solo orgânico em plantações de batatas estudadas por Crowder, por exemplo, possui níveis mais altos de um fungo que mata a larva do besouro da batata.

O uso de plantações intermediárias --plantar gramas e legumes que recuperam o nitrogênio entre as safras comerciais-- pode fazer uma enorme diferença para o solo, segundo estudos de Brennan. "Se conseguirmos fazer os produtores plantarem uma safra intermediária a cada três anos, em vez de a cada dez, estaríamos bem mais avançados'' em fertilidade de solo, diz ele. "É uma diferença gigantesca."

Produtores orgânicos não são contrários à utilização de certos tipos de sprays químicos. Alguns deles --os chamados "aromas assassinos"-- são feitos de óleos e águas essenciais de plantas de cheiro forte, como cravo-da-índia, menta e tomilho.

Uma década de estudos no Canadá mostra que eles podem ser bastante eficientes em repelir e matar pragas --e são seguros, embora não fiquem ativos no ambiente por muito tempo e precisem de diversas aplicações. Quanto às ervas daninhas em campos orgânicos, a maior ajuda também pode ser a plantação intermediária, com o centeio ou os feijões em favas.

Muitas plantações intermediárias não são semeadas em intervalos curtos o bastante, afirma Brennan. "Em vegetais onde a plantação intermediária é realizada no intervalo aceito, temos cinco vezes mais ervas daninhas'', diz ele. "Se aumentarmos o intervalo de plantio em três vezes, ficaremos praticamente livres dessa praga. Isso é extremamente importante, pois os produtores orgânicos não têm herbicidas."

E prossegue a busca científica por uma mistura de sistemas que produza alimentos naturalmente e seja boa para a natureza além do campo de plantio.

"Esse é o nosso cálice sagrado", diz Van Horn. "Um sistema agrícola que imite um sistema natural."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

UM DIA AGENTE APRENDE...

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"


William Shakespeare

Temporal causa destelhamentos, deixa 120 mil pontos sem luz e derruba temperatura no RS.

Temporal causa destelhamentos, deixa 120 mil pontos sem luz e derruba temperatura no RS

Desabamento de telhado de escola deixou oito crianças feridas em Taquara. Em Gramado e Triunfo, houve queda de granizo no início da tarde
O temporal registrado na tarde desta terça-feira provocou danos na maior parte do Rio Grande do Sul. As rajadas de vento chegaram a 100 km/h e destelharam casas, escolas e derrubaram árvores e postes. Pelo menos 120 mil pontos ficaram sem luz no Estado, segundo as concessionárias.


Em Taquara, no Vale do Taquari, oito crianças ficaram feridas no desabamento do telhado da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Alípio Sperb, no bairro Santa Maria. Por volta das 13h45min, a ventania arremessou a cobertura de uma empresa contra o colégio, o que causou a queda das telhas contra os alunos.



As crianças iniciavam aulas no turno da tarde. Segundo o Corpo de Bombeiros, o segundo andar o colégio foi totalmente danificado. Os estudantes foram encaminhados a um hospital da cidade e liberados no final da tarde.

No mesmo município, os bombeiros atenderam a pelo menos 30 ocorrências, com registros de quedas de árvores, postes e destelhamentos. Uma família precisou ser removida de sua casa por causa da chuva.



Em Canoas, uma creche no loteamento Central Park, no Bairro Mato Grande, teve parte de seu telhado arrancado pelo vendaval. Ninguém se feriu. O desabamento ocorreu na cozinha e no saguão do estabelecimento. Por segurança, as crianças foram retiradas das salas.

Destelhamentos em cinco cidades na Serra

Pelo menos sete cidades registraram destelhamentos na Serra. Em Carlos Barbosa (foto), o Corpo de Bombeiros recebeu cerca de 30 chamados de moradias destelhadas e de queda de árvores. O Hospital São Roque e uma creche no bairro Vitória foram atingidos.



Em Garibaldi, há registro de pelo menos 20 casos de destelhamento de casas e um hotel. A Escola Municipal Atílio Tozin também teve o telhado danificado. Em Flores da Cunha, seis residências foram danificadas pelo temporal.

Na Região das Hortênsias, Gramado (foto) e São Francisco de Paula tiveram casas danificadas. Não há registro de feridos. Em Gramado, houve queda de granizo, assim como em Triunfo, na Região Metropolitana.







Cerca de 117 mil pontos sem luz

A mudança no clima deixou cerca de 117,6 mil pontos sem energia elétrica no Estado. A região mais afetada é a da companhia RGE, com pelo menos 58 mil clientes com problemas em cidades como Gravataí, Paim Filho, Lagoa Vermelha, Garibaldi, Soledade, Gaurama, Taquara, Capão Bonito do Sul, Marau, Cachoeirinha, Flores da Cunha, Passo Fundo, Caxias do Sul e Bento Gonçalves.

Na área da CEEE, cerca de 30,3 mil pontos ficaram sem luz — 13,2 mil no Litoral Norte, além de municípios da Região Metropolitana e zona sul do Estado, em cidades como Pelotas, Rio Grande e Tapes.

Já a AES SUL tem 29,3 mil pontos sem energia elétrica nas regiões dos vales do Rio Pardo e do Taquari, em cidades como Venâncio Aires, Lajeado, Cruzeiro do Sul e Bom Retiro.

Transtornos no trânsito de Porto Alegre

Na Capital, o excesso de chuva causou transtorno no trânsito. Uma queda de árvore (foto) causou bloqueio da Barão do Triunfo, no cruzamento com a Érico Veríssimo, e na Taquari, no ponto próximo ao colégio Paraná.



No Bairro Cristal, a Rua Curupaiti ficou parcialmente bloqueada próximo ao número 1.043 também devido à queda de uma árvore. Na Travesa Costa Luís, bairro São José, um poste caiu e bloqueia totalmente a via. Na Avenida Bento Gonçalves, sentido Centro-bairro, havia fios sobre a via próximo da Elias Lima.

A queda de luz ainda causou pane em várias sinaleiras. Agentes da EPTC tiveram de orientar os motoristas. Também na Capital, uma árvore caiu sobre dois veículos na Rua Hilário Ribeiro, esquina com a Rua Padre Chagas, no Moinhos de Vento.

Temperatura cai 30°C no RS

A frente fria provocou grande amplitude térmica no Estado. Às 16h de segunda-feira, Santa Maria registrou 40ºC. Nesta terça, no mesmo horário, o termômetro de Livramento marcou 10ºC. Na quarta-feira, uma massa de ar polar vinda da Argetina provocará queda brusca de temperatura em todo o Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, uma massa de ar polar vinda da Argetina provocará queda brusca de temperatura em todo o Rio Grande do Sul.

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RONIMAR COSTA DOS SANTOS - PU3CVB
DIR DPTO SOCORRO E DESASTRES CVBSM
GPD - GRUPO DE PREVENÇÃO DE DESASTRES
COORDENADOR DA RENER -SM
AGENTE DE LIGAÇÃO DO IRESC PARA O BRASIL
pu3cvb@iresc.org
http://www.iresc.com
www.cruzvermelhasm.org.br

Tel (55) 3027-4510
Cel (55) 9181-0916

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma virada no tempo para ninguém botar defeito

Uma virada no tempo para ninguém botar defeito

Um sistema de baixa pressão se aprofundou no Oeste na Argentina durante o domingo com valores de até 985 hPa, o que favoreceu um forte episódio de vento Zonda e calor muito intenso. As máximas chegaram a 43,1ºC em La Rioja, 42,6ºC em San Juan e 41,0ºC em Santiago del Estero. O vento Zonda elevou a temperatura a 38,6ºC na cidade de Mendoza e trouxe estragos com queda de árvores, além de falta de energia e incêndios. Houve ainda tempestades de areia que reduziram a visibilidade em várias províncias do Centro-Oeste argentino.
Ao mesmo tempo, uma frente avançou no domingo por La Pampa e o Centro-Sul da província de Buenos Aires, provocando chuva, vendavais e granizo. Antes, Neuquen tinha sofrido com vento muito intenso. Em General Pico, La Pampa, o vento chegou a 122 km/h.





Na província de Mendoza, onde na véspera os termômetros marcaram 39ºC, a cidade de Malargue amanheceu na segunda-feira debaixo de neve que acumulou. Foi a primeira nevada em novembro, segundo moradores, dos últimos dez anos. A neve caiu ainda na estação de esqui de Las Leñas. Na cidade de Mendoza, exatamente 24 horas depois da temperatura de 38,6ºC, os termômetros apontavam 10ºC.
Aqui no Rio Grande do Sul, a expectativa de uma segunda-feira tórrida se confirmou com uma máxima de 40,2ºC na base aérea de Santa Maria. Em Porto Alegre, fez 37,7ºC na estação do Metroclima na Sertório. Campo Bom teve 38ºC. A maioria das regiões do Rio Grande do Sul registrou marcas de 35ºC a ponto de em Pelotas o aeroporto ter informado 37ºC.





Depois do calorão, vem o frio com esta frente fria que trouxe a incrível virada do tempo no Conesul. Esta frente, ao avançar pela Argentina e Uruguai, provocou temporais de chuva forte e granizo, mas muito isolados. O que foi generalizado foi o vento Sul intenso com declínio rápido da temperatura. A MetSul acredita que esta frente fria, ao passar pelo Sul do Brasil, trará mais chuva que a última, mas com volumes altos e risco de granizo apenas em pontos isolados. A preocupação é com vento forte de Sul que pode soprar de 50 a 80 km/h, mas com 100 km/h ou mais em caso de temporal forte localizado. O risco de temporal com ocasional granizo e rajadas intensas de vento é maior, em nosso entendimento, no Norte gaúcho, em Santa Catarina e no Paraná, em especial no Oeste destes dois estados.

A queda da temperatura será bastante brusca no decorrer desta terça e várias cidades que começam o dia com calor terminarão a terça com frio. As mínimas na maioria dos locais vai ocorrer no final do período, mas na Metade Norte, onda a frente chega mais tarde com chuva e vento, o sol consegue aparecer hoje e a temperatura sobe bastante antes da queda acentuada no final do período e na próxima madrugada. As madrugadas agora da segunda metade da semana devem ser geladas para esta época do ano com chance de geada fraca na Campanha, Serra, Aparados e Planalto Sul Catarinense. As mínimas podem ficar perto de 0ºC em alguns pontos dos Campos de Cima da Serra e abaixo de zero na região de São Joaquim. Na Campanha não descartamos marcas de 3ºC a 5ºC. Porto Alegre deve ter mínima de um dígito e que pode se aproximar da mínima absoluta da série 1961-1990 de 8,7ºC, sobretudo nas madrugadas de quinta e sexta. Em síntese, entre a máxima de hoje e as mínimas da segunda metade da semana, a temperatura no Rio Grande do Sul pode variar 40ºC em apenas 60 horas. Do auge do verão para inverno sem escalas.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 09/11/2010 00:40


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domingo, 10 de outubro de 2010

Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes



De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.