quinta-feira, 24 de março de 2011

TERRA DAS ÁGUAS

Terra das águas

Na contramão da tendência mundial para este século, o Brasil dispõe de fartura de água doce. Mas o consumo inconsequente e a falta de infraestrutura ameaçam jogar pelo ralo esse presente da natureza.

Por Flávio de Carvalho Serpa
Foto de Fábio Colombini



O horizonte de braços de rios e ilhas de um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, Anavilhanas, no Rio Negro: tudo é superlativo na Amazônia, berço das águas brasileiras.


Em 2009, uma equipe multinacional formada por cientistas da Petrobras, pesquisadores ingleses e holandeses da Universidade de Amsterdã perfurou um poço com 4,5 mil metros de profundidade na foz do rio Amazonas. Eles não estavam à procura de petróleo, mas capitaneavam uma espécie de viagem no tempo. Sua busca era pelo mais primitivo leito do rio, enterrado por milhões de anos de deposição de sedimentos. Mais tarde, a equipe anunciou a descoberta em uma revista especializada: de acordo com as análises dos estratos, o rio mais caudaloso do planeta nasceu há 12 milhões de anos.


Foi esse o tempo necessário para que o Amazonas projetasse em suas margens uma gigantesca floresta tropical. Sua água segue até o Atlântico e, por evaporação, volta a despencar sob a forma de chuvas torrenciais na selva. Um ciclo generoso, expresso em proporções colossais: trajeto de 6 675 quilômetros a partir dos Andes e vazão média diária de mais de 17 trilhões de litros - 15% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta. É uma espécie de encanamento invisível na atmosfera, que, de forma espantosa, é o mesmo desde os primórdios.

A generosa bacia Amazônica é o exemplo mais contundente de uma nação pródiga em rios, lagos e aquíferos que, juntos, concentram mais de 11% de toda a água doce disponível da Terra. Não há fartura semelhante em outros cantos do globo. Considerando toda essa abundância, cada brasileiro teria à disposição, na teoria, 34 milhões de litros por ano. É uma quantidade fabulosa, 17 vezes maior do que a ONU considera uma média confortável de consumo.

Nas próximas décadas, nas quais o recurso tende a tornar-se escasso em todo o mundo, as questões mais importantes irão orbitar em torno do uso inteligente dessa água. "Mesmo a nossa fartura é aparente, já que os maiores rios estão distantes milhares de quilômetros dos principais aglomerados urbanos", analisa Wanderley da Silva Paganini, superintendente de gestão ambiental da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). "É preciso entender que se trata de um bem finito. Daí a importância de utilizar o mínimo necessário e não poluir as fontes naturais", completa ele.

O consumo consciente, todavia, está longe de ser uma realidade no Brasil. Por dia, o brasileiro utiliza 132 litros de água em banhos, bebidas, cozinha, lavagem de carros, calçadas e pisos, além da rega de jardins e plantações de tamanhos variados. Com isso, quase 30% da água tratada nas cidades escorre pelos vazamentos nas ruas e no subsolo. "Na região metropolitana de São Paulo, no verão deste ano, por exemplo, tivemos picos de consumo de 84 mil litros por segundo, mais de 30% além do normal. Esse tipo de exagero poderia ser evitado sem dificuldade", diz Paganini.

O privilégio da abundância não se aplica a todos no Brasil. A distribuição nacional do recurso, tal qual a de renda, é perversa. Em torno de 80% da água concentra-se na Amazônia, onde vivem apenas 5% dos brasileiros, muitos dos quais diante de um terrível paradoxo: ainda que cercados de rios, os moradores do interior da Região Norte reconhecem na água potável um artigo de luxo. "Hoje, 19 milhões de pessoas, 10% da população, não têm acesso à água tratada. É muita gente", aponta Paganini. Em função disso e da pouca noção de cuidados básicos com higiene, o líquido que deveria matar a sede e garantir a saúde transmite doenças.

Já no semiárido nordestino, 18 milhões de pessoas sobrevivem em uma zona tomada por um dos maiores índices de evaporação do mundo. Ao longo do ano, ocorrem períodos de chuva, mas o solo e o clima árido não favorecem a formação de fontes ou rios volumosos. A pouca água acumulada nos poços rasos não recebe os cuidados básicos e acaba por se tornar, também, propagadora de enfermidades.


NATIONAL GEOGRAPHIC

quarta-feira, 16 de março de 2011

entrega de material pela defesa civil de rosario do sul, (reservatórios de água, filtros para água e cestas básicas.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), de Rosario do Sul realizou nos dias 12 e 13 de março, a entrega de reservatórios de água, filtros para água e cestas básicas todos foram entregues pela Defesa Civil do estado. A COMDEC de Rosario do Sul fez a entrega em diversas localidades do interior do municipio, que vem sofrendo com a estiagem.
localidades: passo do reculuta, rincão dos cordeiros, localidade próxima a fazenda umbu, rincão do batista, lagoa branca, rincão da chirca, passo do mineiro, rincao dos medeiros, rincão dos fontouras, chanota, picadas, touro passo, bom retiro.

algumas fotos da entrega do material:










segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

cadastramento no interior





A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Rosário do Sul, juntamente com a Secretaria de Agricultura, EMATER, Secretaria de Assistência , está realizando o cadastramento de moradores da área rural do município, este cadastramento visa o recebimento de auxílio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e Governo do Estado, tendo em vista a estiagem que afeta o município.Os trabalhos proseguirão durante toda a semana.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aplicação de recursos do Fundo Clima será definida em 15 de março.


Aplicação de recursos do Fundo Clima será definida em 15 de março
Ao todo, serão R$ 238 milhões disponíveis para aplicação em projetos de mitigação das mudanças climáticas

por Globo Rural Online

O plano anual de aplicação de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, para 2011, será definido em 15 de março, durante a segunda reunião extraordinária de seu comitê gestor. Estão previstos investimentos de R$ 238 milhões em projetos para a redução dos impactos consequentes das alterações da temperatura global.

O fundo é um dos principais instrumentos de promoção e financiamento de atividades vinculadas à Política Nacional sobre Mudança do Clima. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai dispor R$ 204 milhões em linhas de crédito para projetos do setor público e privado. Também serão destinados R$ 34 milhões pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), para iniciativas públicas, com recursos não-reembolsáveis.

Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Branca Americano, até a reunião de 15 de março, o ministério terá recebido sugestões das instituições que compõem o comitê gestor.

Ainda de acordo com Branca, os projetos a serem selecionados para financiamento terão algumas características essenciais, como serem relevantes para a mitigação das mudanças climáticas e que sejam consenso da sociedade, em relação aos benefícios alcançados.

ATENÇÃO PARA AS CHUVAS FORTES NO ESTADO .

ATENÇÃO PARA AS CHUVAS FORTES NO ESTADO

18:39 Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Segundo o Centro de Meteorolgia Aplicada, há previsão de fortes precipitações, nos próximos dias, principalmente na região Noroeste e no Litoral Norte do Estado. A Defesa Civil faz algumas recomendações à população a fim de evitar preocupações em caso de chuvas fortes:

•Não ficar em lugares desprotegidos dos raios, chuvas e ventos.

•Evite áreas com risco de deslizamento de terra e escorregamento de pedras – zonas ribeirinhas, baixadas, encostas de morros.

•Em casa, desligue a água, o gás e a eletricidade. •Não ocupe as linhas telefônicas. Use o telefone só em caso de emergência.

•Não caminhe descalço nem saia de casa para visitar os locais mais atingidos.

•Não utilize o carro. Pode ser arrastado para buracos no pavimento, para caixas de esgoto abertas, ou até para fora da estrada.

•Não entre em zonas caudalosas. Há o risco de não conseguir suportar a força da corrente, além de que pode ocorrer uma subida inesperada do nível da água.

•Não pise nem mexa em cabos elétricos caídos. Não se esqueça de que a água é condutora de eletricidade.

•Evite abrigar-se sob árvores e estruturas metálicas.


Assessoria de Comunicação Social
Defesa Civil/RS

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CADASTRAMENTO DE MORADORES DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO SUL.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Rosário do Sul, juntamente com a Secretaria de Agricultura, EMATER, Secretaria de Assistência , realizou no dia de hoje, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011, o início do cadastramento de moradores da área rural do município, este cadastramento será realizado para que os mesmos estejam recebendo auxílio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e Governo do Estado, tendo em vista a estiagem que afeta o município.Os trabalhos proseguirão na próxima segunda-feira.




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Chuva provoca emergência e MetSul alerta que vem mais água.

Chuva provoca emergência e MetSul alerta que vem mais água

Algumas das principais cidades da Grande Porto Alegre estão em situação de emergência devido à chuva intensa que afeta a área metropolitana em alguns momentos desde sexta-feira da semana passada. São Leopoldo, Cachoeirinha, Esteio e Sapucaia do Sul estão entre os municipios que recorreram ao decreto de emergência devido aos alagamentos e aos prejuízos em suas áreas urbanas (fotos de Tiago da Rosa e de leitor do Grupo Sinos).

Quinta-feira 10/02/2011 08:28

Volumes extremos de chuva afetaram pontos do Rio Grande do Sul da noite de segunda-feira até a madrugada desta quinta-feira com acumulados de 150 a 250 milímetros em alguns pontos do Sul e do Centro-Oeste do Estado. Em Caçapava do Sul, o volume de chuva na estação do Instituto Nacional de Meteorologia acumulado na terça-feira e até 16h de ontem, ou seja, em apenas 40 horas, foi de 146,6 milímetros. Pelotas sofreu com alagamentos e Amaral Ferrador teve 100 milímetros em apenas 24 horas, conforme as medições da Defesa Civil.


Choveu forte a torrencialmente em alguns momentos em Porto Alegre entre o meio-dia e duas da tarde da tarde de ontem. Os volumes foram significativos em alguns pontos da cidade, alcançando um terço da média mensal de 108,6 milímetros. Os acumulados nas estações do Sistema Metroclima chegaram a 37,9 milímetros em Belém Novo; 28,5 milímetros no Moinhos de Vento; 27,4 milímetros na Avenida Sertório; 24,8 milímetros no Menino Deus; e 20,1 milímetros na Lomba do Pinheiro. Na estação do Instituto Nacional de Meteorologia no Jardim Botânico a chuva somou 33,4 milímetros. Estação de observador da MetSul na Chácara das Pedras acusou 31,7 milímetros. Com tanta chuva, os alagamentos foram inevitáveis na cidade. (fotos de Fernando Daimar e Leandro Deps/MetSul e Jonathas Costa/Correio do Povo).




Já em São Leopoldo a chuva também foi forte. Só ontem e na terça, a cidade teve dois terços da média mensal de precipitação de 98,5 mm. Do dia 1º até ontem à tarde foram 201,6 milímetros na sede da MetSul, fazendo deste o segundo fevereiro mais chuvoso em São Leopoldo desde o início dos registros em 1988, atrás apenas de 1994 (288,0 milímetros).




A MetSul Meteorologia reitera alerta que vem fazendo desde ontem que a circulação de umidade do sistema de baixa pressão que está sobre o Atlântico, a Sudeste do Estado, traz mais chuva forte a torrencial no Leste do Rio Grande do Sul no decorrer desta quinta-feira. Imagem de satélite (acima) das 8h da manhã de hoje mostrava nucens carregadas chegando à região de Porto Alegre pelo Oeste. As pancadas serão isoladas e passageiras, mas podem ocorrer em sequência, alternadas com períodos de melhorias, com potencial de acumular altos volumes e gerar transtornos por alagamentos. Volumes extremos localizados não estão descartados com danos e possibilidade de transbordamento de arroios. As regiões sob maior risco são Vale do Rio Pardo, Vale do Sinos, Vale do Caí, Vale do Paranhana, Região Metropolitana, área de entorno da Lagoa dos Patos, Porto Alegre, Leste da Serra e Litoral Norte.




Somente durante a madrugada, o acumulado de chuva no Vale do Rio Pardo chegou a 30 milímetros, cerca de 30% da média do mês. No Vale do Sinos, até 8h, a precipitação já atingia 25 milímetros, o que representa um quinto da média histórica mensal. Já havia alagamentos em Novo Hamburgo no começo da manhã. Na BR-116, a chuva forte deixava o trânsito mais lento (foto acima de Bruno Bertuzzi/Rádio Guaíba). Pancadas fortes isoladas também ocorreram em Porto Alegre na madrugada, sobretudo na zona Norte. Amanhã o risco de chuva forte diminui na Região Metropolitana e o sol aparece com nuvens. As pancadas, conduto, voltarão a ser registras na Metade Norte do Estado. No fim de semana, novas e intensas áreas de instabilidade devem atingir o Estado gaúcho com o risco de chuva forte e torrencial que pode provocar alagamentos na Região Metropolitana e interior, especialmente na Metade Norte.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 10/02/2011 08:28


RONIMAR COSTA DOS SANTOS - PU3CVB

DIR DPTO SOCORRO E DESASTRES CVBSM
GPD - GRUPO DE PREVENÇÃO DE DESASTRES
COORDENADOR DA RENER -SM
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